quarta-feira, 24 de novembro de 2010

não consigo dormir com esta ferida.
tornei-me repetitiva. tornei-me pequena, uma vez na vida. hoje precisava do teu abraço, só para ter a certeza que ainda sinto.
mudei os lençóis da cama. não resultou em nada.
mudei de cama. também não resultou em nada.
rendi-me. deitei-me na cama, mesmo que o teu cheiro permaneça lá, mesmo que a tua imagem permaneça lá, mesmo que tu permaneças lá.
deitei-me na cama, mas não tive coragem de fechar os olhos, tenho receio que me assaltes o sono.
hoje, tornei-me humana.


sim, é uma merda.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

500
esta viagem já foi mais monótona mas também já foi mais agradável. quando aqui entrei sabia os riscos que corria e o quanto me iria custar mas o mar e as lágrimas curam tudo.
tê-lo ali, tão perto mas tão longe. é crueldade. já ultrapassa o ódio e começo a achar que sonho acordada demasiadas vezes.
não a tinha a Ela nem a Ele ali, sentados ao meu lado mas tinha uma coisa adquirida recentemente e chegou-me para conter as lágrimas.
baixar os olhos assim, numa fracção de segundos custa-me, mas é o melhor, o apropriado.
só não sei se consigo continuar a fingir, que nada existe, que eu e ele não existimos, que nunca adormeci com as palavras dele.
talvez pegue fogo a tudo.
cabrão, amor o caralho.